quarta-feira, 6 de abril de 2016

Ensaios;

 

Ensaios sobre eu
Já não sei em que esquina me esqueci
Ou de quantos seres deixei de ser
Para ser o que eu sempre quis
Será que ainda caibo dentro de mim?
Devaneios de sentimentos
O último lamento, juro...
O relento conta histórias sobre o meu Amor
E o sereno, a esse eu já nem me lembro
Quando foi a última vez que brincamos de pique e pega
A penumbra me mantém
Firme nesse vai e vem
De ser e não ser
Aquele determinado alguém⁠⁠⁠⁠





sexta-feira, 25 de março de 2016

Amor;

Amor das ruas
Amor sujo, vadio e sem lei
E esse amor que gosto
Desejo, provoco
Em tua boca quero me desfazer
Para o teu prazer
Saciando o meu prazer⁠⁠⁠⁠

segunda-feira, 21 de março de 2016



"Somos feitos de estrelas caídas,"
Por que meus olhos insistem em vazar?
"Partes de quartzo, cinzas e facas"
Por que meu coração insiste em sangrar?
"Nossa armadura caiu..."
Porque não da pra guardar tudo isso...
"Ossos em brasa, não suportou"
Da mesma forma que você vai rompendo até que arrebente
"Sentimentos a flor da pele..."
Igual uma represa que não aguenta mais
"Viraram dor!"
Tudo se rompe
E a dor do peito
Alaga o corpo, 
A alma!


Breve;

De flores em flores
De estrelas em estrelas
De orvalho em orvalho

O que resta?
Cinzas para cinzas 

A luz não brilha mais
O vento sobrou a última canção 

É chegada o fim Baby
E eu já me encontro distante do nosso ninho
Armas opostas a solidão
Não tenho liberdade para dizer não
Mas o vento que ainda sobra me diz
Que é chegada a hora 

De dizer adeus...

Pedras sobre plantas
Vidros sobre areias
Espinhos sobre flores

O sol não aparecerá
Mas se caminhar, lá no final encontrará
A luz dos cristais que ainda insistem em brilhar
O doce cheiro da vida
Me recorda, como era doce o seu sabor

De amores para amores
De dores para dores
De sabores para sabores
O que sobrou?
Cinzas sobre cinzas

terça-feira, 15 de março de 2016

Noite quatorze do três;

Chuva ácida queima meus olhos
Ás vezes andamos por caminhos floridos
Mal sabendo que as flores levam para o precipício
Não dê pérolas aos porcos criança
Não de teu coração para quem não sabe amar
Não se desnuda para quem não sabe te ler
Os espinhos da ilusão arranharam meu coração
E o beijo de boa noite foi só mais um aperitivo
Para a alma que vive em luxúrias noturnas 
Ás vezes andamos por caminhos floridos 
Esquecendo-se dos espinhos que as rosas trazem
A névoa que me envolve é doce e aconchegante
Porque eu sinto meus ossos apertarem?
Era pra eu está em teu braços, segura...
Não em teus pés, ao vento
A chuva ácida que insiste em cair
Me cega
E eu já não consigo mais te enxergar
Amor....

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Além das palavras;

E na calada da noite que eu sinto
O quanto a tua imagem prevalece em mim
O quanto me tornei melhor ao te ter por perto
 
E na sua ausência que vejo
A maravilha que é ter tua presença junto da minha
O quanto meu coração é ligado ao seu
O quanto tu me transborda só com um olhar 
Um sorriso, uma palavra, um gesto... Um chamego...
Tu não é nem de longe o que eu queria
Mas é tudo aquilo que eu desejo
 
Sorte minha de poder te ter ao meu lado
E não me canso de falar
Eu te amo por inteiro...
Mais ainda a cada dia
De janeiro a janeiro
E se o mundo acabar
Sabemos que esse amor se eternizara

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Queda livre;

Veja aquele pássaro que está caindo no ar
Sinta o vento batendo violentamente em suas penas
E a imensidão abraçando-o
Como quem cai nós braços aconchegante da morte
Escute o ultimo piar
O canto não existirá mais
Ficará nas doces lembranças
Consegue perceber o quão feliz aquele pássaro foi?
Quão amado e desejado a vida o fez?
Agora a queda dele é livre
Sente-se realmente livre
Sem expectativas para preencher
E muito menos, sem amor para corresponder
Retorna a natureza
Retorna a sua caverna
Tão fria e bela
Tão vazia quanto um dia foi
Aquele coração que não sabia
O que era, amor...