terça-feira, 22 de julho de 2014

Faz tempo;

     Há tempos que não escrevo, não sei por qual motivo. Algo dentro de mim grita: - Preguiça! 
É, acho que esse ser que gritou está certo, é só uma preguicinha junto com o cansaço do dia-a-dia. Ás vezes o medo de perder o “dom” dá escrita me preenche, fico sem o que imaginar e muito menos o que pensar. Então revolvi dotar um novo método pros meus “escritos”, o modo de soltar o que vem na cabeça, e puf, está lá, algo para ler e pensar.  

Faz tempo que não escrevo algo
Faz tempo que não sinto algo diferente
Faz tempo que a vida não muda

Hoje me bateu saudade do que não foi
Do que fui e do que serei
Difícil é explicar de verdade como é essa saudade
O mundo parece não girar
Mas gira em torno de mim
E eu sem girar em torno de si

E aquela menina que um dia eu vi crescer
Está se tornando uma mulher
Ela não sabe o que quer
Mas quer tudo pra si
Principalmente ela mesma
Estranho seria, se a maestria dessa guria se perdesse

Faz tempo que ela é a mesma
Faz tempo que os sentimentos preenche-a por inteiro
Faz tempo, desde o último beijo 

terça-feira, 1 de julho de 2014

Pensamento;

               A partir do momento em que o ser humano toma consciência de que ele pode amar outro ser, ele ama pra valer. O amor é consciente, escolhemos quem amamos, logo, isso faz com que o amor seja verdadeiro, não uma coisa banal, pois o ser que ama sabe que ele existe o sentimento amor, por mais estranho e complexo que o mesmo possa ser. Se for uma forma de amor ou uma forma de afeto, é valido contando que seja consciente. 

Você;

Alegra-me muito saber
Que você corresponde o amor que sinto por você
Alegra-me muito o coração
Quando vejo teu sorriso ao me ver
Enche-me o peito de felicidade
Quando tu ri das besteiras que falo
Enche-me os pulmões de ar
Quando tu pronuncia aquelas três palavras
Dá vontade de viver, vontade de cantar, sorrir e alegrar
Esquenta-me o corpo
Quando tu se enrosca em mim, sem meio e muito menos fim
Esquenta-me os instintos
Quando tu vem com aquelas intenções, que só cabe entre quadro paredes
Acalma-me o ser
Quando você direciona o olhar em minha direção
E sinto que é você, o meu porto seguro
Meu mundo, meu meio e meu fim

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Conto Um - Meu espelho;

A criança que se contentava com pouco, foi crescendo em teu mundo
Mundo grandioso, fantasioso, acolhedor
Ao mesmo tempo mundo que era oprimido
Pessoas tentavam entrar, penetrar aquela membrana que separava
Os mundos!

Ah! Como era feliz aquela menina
De baixo daquela cascata de molas, ria da vida
Mas se enganava quem achava que ela brincava sozinha
Nem consigo imaginar, com quem ela tanto brincava e sorria
Sorrisos dos frouxos, largos e encantadores

Aquela menina viajava para tantos mundos
Sabia de coisas inexplicáveis e inimagináveis
Tinha cada ideia mirabolante que até assustava
Pregava sobre o universo, o mundo, o espaço e o cosmo
Não sabia o nome de tudo, mas sabia a definição de tudo
Do todo.

Quando algum ser humano em vida se aproximava
A menina ficava acanhada, meio desajeitada
Não gostava de como eles agiam, tudo em uma mesma linha
Ficava observando, quando eles ficavam aglomerados em um mesmo canto
Não entendia muito bem, o motivo pelo qual eles ainda existiam
Mas sabia que no fundo algum dia ela iria ter que saber lidar com eles
Saber conviver com eles e enfim, aceita-los como irmãos
- Não gosto dessa raça, eles fedem e são imperfeitos.
Dizia aquela cabeluda cheia de si

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Somos;

E bom ficar parado e vendo o mundo girar
Vidas, universos, dimensões, seres e tal
E você vivendo o pensamento deles
Vivendo o que eles não sentem
E o que eles sentem
Por que você está pensando neles
Você está neles
Somos uma teia, um conectado ao outro
Somos nós, somos sós
Nos lenções da vida 

Só um;

O mundo gira, você puxa
O mundo para, você fica lento
O mundo morto, sufoca com a fumaça

Com o calor da atmosfera.
Aqueceu!
Em um click, explodiu!

Neurônios são massacrados,
Neurônios nocauteados
Neurônios a flor da pele

Você solta, o mundo volta
Dá voltas em si e voltas externas
Tranquilas, calmas, relaxadas
Viaja pra dentro de si

O que há em ti?
O que foi, já foi e nem volta para se despedir
Agora, relaxa e deixa a onda te levar
Surfa nesse mar de pensamentos 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Afetuoso;

Nunca fui de muitos amigos
Sempre fui muito na minha
Porém, levava uma certa alegria para cada dia
Para cada pessoa que eu convivia
Ou conhecia, de relance, por um momento

Mostrava-lhes meu sorriso, minha sinceridade
Um afeto no olhar, um abraço amigo

Nunca mostrei-lhes meu ser tristonho, choroso e amargurado
Queria que eles lembra-se de mim,
Pelo ser feliz que momentos em momentos insistia em aparecer

Depois de um certo tempo compreendi o motivo
O mundo é carente de tudo
Afeto principalmente,
Qualquer gesto de carinho e alegria
A partir daquele momento abracei aquele meu ser afetuoso /digamos assim

Hoje não sou de muitos amigos
Sou de muito coleguismo
Sou de muitos momentos felizes

Hoje posso não ter muitos amigos
Mas os que conquistei com o Afetuoso,
Aceitou o meu Tristonho

Hoje sou lembrada como,
Aquela menina desregulada
Sinto o sorriso de cada coleguinha que tive

Não sou muito de amizade
Sou muito de coleguismo
Desconhecidos...
Gosto deles, gosto de sair por ai
Plantando a sementinha do Afetuoso
Em cada ser que passa pelo meu caminho

Faço isso,
É um modo de acalmar
Meu coração